"SEI QUE NADA SEI, NO ENTANTO SEI, QUE ENQUANTO VIVER COMBATEREI COM TUDO O
QUE ESTIVER AO MEU ALCANCE, TODOS OS QUE COMETEM ALIENAÇÃO PARENTAL"

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Cucurrucucú Paloma

Cucurrucucú Paloma Dicen que por las noches

no más se le iba en puro llorar;

dicen que no comía,

no más se le iba en puro tomar.

Juran que el mismo cielo

se estremecía al oír su llanto,

cómo sufrió por ella,

y hasta en su muerte la fue llamando:

Ay, ay, ay, ay, ay cantaba,

ay, ay, ay, ay, ay gemía,

Ay, ay, ay, ay, ay cantaba,

de pasión mortal moría.

Que una paloma triste

muy de mañana le va a cantar

a la casita sola

con sus puertitas de par en par;

juran que esa paloma

no es otra cosa más que su alma,

que todavía espera

a que regrese la desdichada.

Cucurrucucú paloma, cucurrucucú no llores.

Las piedras jamás, paloma,

¿qué van a saber de amores?

Cucurrucucú, cucurrucucú,

cucurrucucú, cucurrucucú,

cucurrucucú, paloma, ya no le llores






segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

           De tudo, ao meu amor serei atento
           Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
           Que mesmo em face do maior encanto
           Dele se encante mais meu pensamento.

           Quero vivê-lo em cada vão momento
           E em seu louvor hei de espalhar meu canto
           E rir meu riso e derramar meu pranto
           Ao seu pesar ou seu contentamento.

           E assim, quando mais tarde me procure
           Quem sabe a morte, angústia de quem vive
           Quem sabe a solidão, fim de quem ama

           Eu possa dizer do meu amor (que tenho):
           Que não seja imortal, posto que é chama
           Mas que seja infinito enquanto dure.

           Vinicius                                  

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Perguntaste à pouco se estava triste porque amanhã é dia quatro, o dia oficial da minha separação. Sim, talvez. 'Talvez' é uma forma suave de dizer que tudo isto é muito estranho. Estranho porque deveria de estar muito triste e não estou, estranho porque não entendo o «porquê» das coisas e porque quando nas histórias entram crianças, tudo fica mais difícil. Trago minha mente como um lago sem água, como um rio sem corrente e dava tudo para entender esta vida.
Sem querer julgar seja quem for, aceito estes 'jogos' porque estou condicionado aos desejos e às intenções de terceiros. Incapaz de contornar meus actos passados, aceito, porque meus erros não foram perdoados, aceito porque me disseram que eu era o centro de tudo.
Agora chegado aqui, eis que uma outra personagem sobe ao palco, tu. Entraste por onde nunca pensei, disseste o que já não esperava ouvir, senti-me de novo a viver. Que posso dizer mais? Que posso fazer de tudo isto? Sonhar e avançar em frente. Tenho de fugir de muitos fantasmas que me perseguem, tenho de ver como termina esta peça.
Como será o amanhã? Não sei, só sei que vou contigo. Um dia destes cruzarei o oceano, levarei dentro do meu peito as sementes que deixo e vou escutar teu coração. Agora só quero que me embales e que deixes um fio de água encher meu lago, junto vão minhas lágrimas, do que sofro e do que eu amo e fica.
Um dia meu rio correrá de novo, os barcos navegarão e todos juntos abraçaremos o Universo.
Angélica, que posso desejar mais?