"SEI QUE NADA SEI, NO ENTANTO SEI, QUE ENQUANTO VIVER COMBATEREI COM TUDO O
QUE ESTIVER AO MEU ALCANCE, TODOS OS QUE COMETEM ALIENAÇÃO PARENTAL"

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A Lenda de Iztaccíhuatl e Popocatépetl



   No Vale do México vivia um poderoso imperador de espírito guerreiro. Ele tinha uma filha a Princesa Iztaccíhuatl, que estava apaixonada por um jovem guerreiro, valente e inteligente chamado Popocatépetl. O imperador ficou satisfeito com a união de sua filha com o jovem guerreiro.




 Quando Iztaccíhuatl e Popocatépetl se preparavam para iniciarem seu casamento, exércitos inimigos decidem invadir o vale. O imperador reuniu seus guerreiros e confiou a tarefa de os dirigir nos combates, a Popocatépetl.
Popocatépetl parte para a guerra e depois de vários meses de luta, ele derrota o inimigo. Antes de o Imperador tomar conhecimento da sua vitória, guerreiros invejosos relataram que Popocatépetl tinha morrido na batalha. Iztaccíhuatl ouviu essa história falsa e chorou amargamente. Parou de comer e caiu num sono profundo, ninguém poderia acordá-la. Quando Popocatépetl regressa vitorioso toma conhecimento do que tinha acontecido a Iztaccíhuatl e carregando em seus braços a Princesa, pega numa tocha e abandona o palácio e a cidade.





Nunca mais ninguém os viu. Depois de vários dias, todos no Vale do México ficam sobressaltados ao ver duas montanhas muito altas, surgirem do nada e uma delas enviar chamas ao céu. Quando o Imperador viu as montanhas disse ao seu povo:





   * Iztaccíhuatl e Popocatépetl morreram de desgosto, porque eles não podiam viver um sem o outro. O amor que os transformou em vulcões e o coração fiel como uma chama, arderá para sempre *.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Não podia mais...

Quantas vezes...


Quantas vezes construímos fortalezas exteriores para revestir um interior destroçado? (Pode parecer impossível, mas conseguimos essa façanha...)

Quantas vezes expomos dentes em primorosos sorrisos que escondem as lágrimas que cavam sulcos internos em nossas faces? (E como calcinam essas torrentes...)

Quantas vezes pronunciamos belos vocábulos que soam como belas melodias, mas que de fato não traduzem os dialectos dos nossos sentimentos? (Que às vezes são indecifráveis, pois foram forjados na rigidez dos diversos desencontros...)

Quantas vezes nossos lábios se desidratam pela ausência do ímpeto de buscar outros lábios que almejam nos oscular? (As palavras [e muito mais] definham sem irrigação...mas as enchentes podem esculpir vastas erosões...)

Quantas vezes tateamos as vias públicas e nos privamos de apalpar as vias privadas na incógnita de nos desorientarmos entre tantos arqueados? (E encarcerando instintos extravagantes esmagados pelo vazio da mesmice habitual que corrói as entranhas das fortalezas, seguimos).

Quantas vezes...quantas vezes...Ah!...Quantas vezes....e na maioria das vezes perdemos as contas por serem tantas vezes que as circunstâncias nos levaram para uma ponte de cordas, mas o pavor de atravessá-la nos direcciona a uma segura, mas, quimérica firmeza.

 Quantas vezes nesta alcantilada caminhada os nossos olhos, náufragos de uma nave despovoada, são fitados por olhos que radiam ao experimentar furtivamente nossos olhos nesta escuridão iluminada de devaneios? (Até sabemos que nas sombras o tempo é mais longo e hostil, mas recalcitramos...)

Quantas vezes inconcretamente dizemos adeus, por não termos a devida bravura de enunciar: não vás? (Dar as costas nesta era ganhou status de razão ou de blindagem?)

Quantas vezes distraídos, atarefados, enraizados, fragmentados pela rotina ou quem sabe estólidos diante de exorbitante complexidade, não nos damos conta, que só podemos ser se somos ser para outro ser?(ou seres) Ou quem sabe tudo rascunhado e lamentado, esteja na veracidade apenas perdido na memória rachada e rasgada pela aguda frieza do tempo que diluiu os sentimentos nos temerários da nossa existência calejada e em constante devir...? (És uma fuga? Por onde andei? Andarás por onde? Aliás, nascemos?) Não há enigmas. São cópias de um reflexo do orbe às avessas. (......)

Quantas vezes mais daremos derradeiros suspiros por ausência de palavras? Quantas vezes...ah...quantas vezes nós deixamos de dizer...

"Quantas vezes", MR 8/abr/12

domingo, 8 de abril de 2012

Eu sei que vou te amar - Bebo & Cigala

...às vezes.

“Prefiro ser
 Essa metamorfose ambulante
 Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Quero dizer
Agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre eu, que nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela amanhã já se apagou
Se hoje eu lhe odeio amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor, lhe tenho horror 
Lhe faço amor, eu sou um actor”

Raul Seixas