"SEI QUE NADA SEI, NO ENTANTO SEI, QUE ENQUANTO VIVER COMBATEREI COM TUDO O
QUE ESTIVER AO MEU ALCANCE, TODOS OS QUE COMETEM ALIENAÇÃO PARENTAL"

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Carta de despedida aos amigos

"Se por um instante Deus se esquecesse que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais.
Entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos 60 segundos de luz.
Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem.
Ouviria quando os outros falam e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate...
Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto não apenas o meu corpo, mas também a minha alma.
Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre gelo e esperava que nascesse o sol.
Pintaria com um sonho de Van Gogh as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que oferecia à Lua.
Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas...
Meu Deus, se eu tivesse um pouco mais de vida, não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas.
Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo Amor.
Aos Homens, provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar.
A uma criança dar-lhe-ia asas, mas teria de aprender a voar sozinha.
Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês Homens...
Aprendi que todo o mundo quer viver em cima de uma montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta.
 

Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão, pela 1ª vez, o dedo de seu pai, o tem agarrado para sempre.
 





Aprendi que um Homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer..."

"Gabriel Garcia Marquez"

domingo, 17 de junho de 2012

... e nossos também.

Filhos são do mundo (José Saramago)




Devemos criar os filhos para o mundo. Torná-los autónomos, libertos, até de nossas ordens. A partir de certa idade, só valem conselhos.

Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebé que um dia levamos na barriga.

E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso. O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.

Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo!

Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo correctamente e do medo de perder algo tão amado.

Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo!
Então, de quem são nossos filhos? Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.

E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice?
Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo!

Volto para casa ao fim do plantão,início de férias, mais tempo para os filhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo. O problema é que meu coração já é deles. Santo anjo do Senhor...

É a mais concreta realidade. Só resta a nós, mães e pais, rezar e aproveitar todos os momentos possíveis ao lado das nossas 'crias', que mesmo sendo 'emprestadas' são a maior parte de nós !!!
"A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver "

José Saramago

Para: Vânia Pereira; J.S.V.; José Luís; Eddy Pimentel; Kevin Pimentel e Ricardo Pereira.

sábado, 16 de junho de 2012

A Casa das Cordas




Recordo-me de naquela casa., de um cordoeiro. As divisões todas chegadas à esquerda mantendo um corredor lateral sobre a direita onde o artesão estendia o sisal colorido para fazer cordas e cordões. Cabeçadas para os cavalos, cintas para burros e pequenas brincadeiras com que entretinha os mais pequenos como eu que se sentiam atraídos pela roda de madeira que era necessário impulsionar para torcer todos aqueles cordéis. A parte mais aborrecida eram as velhas cordas dos navios que eram desmanchadas até ao mais ínfimo cordel e depois cobertas com sisal novo para elaborar novos tirantes. As poucas divisões da casa eram simples ripas de pinheiro bravo que serviam de suporte aos grandes papelões que compunham as paredes. Ali nasceram e cresceram várias gerações de gente.
Lembro-me da São, cabelos negros compridos, cara redonda e olhos desconfiados. Pele muito branca, era raro sair à rua, a mãe (figura muito carregada) mantinha-a como que prisioneira. Adversária em força da "Cabeça de Andorinha", alcunha da tua mãe devido ao facto de que, quando se colocava à janela do primeiro andar na casa da Travessa da Fonte do Bom Nome, deixava aparecer só a sua cabeça de cabelo farto e comprido de um castanho muito escuro e brilhante. Estou a vê-la, sorriso rasgado e sempre com o ombro encostado à soleira do lado esquerdo da janela.
Lembro-me da Linda, também morou na casa das cordas, do Raul.
Lembro-me dos santos populares no largo Mayer. Fogueiras enormes cujas labaredas quase queimavam os fios da electricidade. Do Agostinho, o controlador Mor que não controlava nada, do Luciano, do Mánuta. Da Geta, na altura figura de mistério. Da 'Requeta' das tripas e da maluca da macaca que sofria a bem sofrer as leviandades dos Fernandos. Das partidas do Vitorino aviador e do poço onde supostamente estaria uma cobra de quase vinte metros a viver.
Nas noites frias de inverno aquecíamos as mãos e a alma no lume onde a Requeta preparava os célebres molhinhos e sistematicamente assaltávamos os sacos onde estava o milho para as galinhas e fazíamos pipocas no cimento aquecido pelas brasas.
A televisão não era muito atractiva, a preto e branco e tirando o Bonanza, o Homem Invisível e as Viagens ao Fundo do Mar, pouco mais havia para dois ou três índios que queriam mais da vida.
Verdadeiras batalhas campais com machados feitos de uns losangos de chapa da 'fábrica' dos bolos, arcos de flechas estilo Robin dos Bosques fabricados com varetas dos guarda-chuvas e uma panóplia de 'armas' muito 'sofisticadas' como mocas, vara-paus, fisgas e fundas que nunca funcionavam correctamente. Houve necessidade de constituir um grupo coeso e organizado para fazer frente ao 'tirano' do pátio Baptista, o Agostinho. Figura carismática que tinha uma dificuldade enorme em recrutar elementos para o seu grupo, de vez em quando o Dinis (Pato Marreco), alinhava com ele mas a meio das lutas passava para o nosso lado ou fugia, porque a mãe aparecia de chinelo na mão a gritar para o Dinis ir ao Ti Bernardino comprar farinha para fritar as petingas ao pai. Ah! Já me esquecia, o nosso grupo era "Os Bagatelas" e tínhamos uma sede ou fortificação repleta de artilharia não fosse o Agostinho aparecer. Estava construída nas traseiras da casa das cordas. Além de verdadeiros guerreiros éramos uns românticos, escutava-mos muito o Sargento Teixeira da Rádio Ribatejo que tinha um programa muito 'seboso' onde tentava engatar as 'sopeiras' do Eng. Cordeiro e dizia constantemente "aí estão elas, Tac-Tac Bagatelas", não sei o significado mas deve ser  semelhante ao "ripa na rapaqueca" do falecido Jorge Perestrelo. Memórias de uma infância livre, linda, genuína, pura, como tantas outras. És um dos resultados dessa infância.

Longe de imaginar que tinha de recorrer ao meu amigo de sempre, o Fernando Vitorino, para retornar à casa das cordas, agora como seu 'inquilino'. Após a fragmentação da minha vida, espalhada que ficou por tantos desencontros e desilusões, eis-me regressado aos quadros da minha infância.
Logo na entrada na parede do lado direito esta tua foto, na mesa onde me comuniquei com o mundo entre pausas e intervalos lá estavas tu, 'objecto' do meu pensar. Na estante nas minhas costas, o teu irmão, tu e algumas recordações. Na divisão do meio o quarto, por sobre a cabeceira uma foto do teu irmão abraçado ao meu neto. Mais ao fundo caixas esperando por outro tempo contendo fragmentos do que foi supostamente uma vida. A puta da minha vida. Ao contrário do que julgaste, tu e o teu filho foram fragmentos que me fizeram sentir menos só na casa das cordas. E foi necessário chegar à terra de Don Goyo* para cobarde-mente alguém me atacar da maneira mais baixa e vil que um ser humano é capaz. Dos vários ataques de que fui alvo com mais ou menos perseverança eu me defenderei mas um houve que me fez sentir um verdadeiro palhaço, o teu. Claro que isso não irá alterar o teu caminhar até porque nem todos tem alma para palhaçadas, como eu, mas não há rancor em meu peito, apenas dor tal como tive oportunidade de te recordar e se volto ao assunto nada de anormal me assiste apenas o facto de te dizer, sem amarguras, sem condicionamentos, PARABÉNS PELO TEU ANIVERSÁRIO.
 Que tenhas tudo na vida para atingires os teus objectivos e que o Universo te proteja.
MUITAS FELICIDADES.

*Don Goyo - Nome dado ao Vulcão Popocatépetl situado no Estado de México.


                  

Al mundo le sonrreimos,pero solo dios sabe la creel melancolia de la tristeza q nos envade muy en el fondo de los sentimientos.tras la sonrrisa escondemos el dolor q por dentro llevamos.La hipocresía asienta carcajadas de bufones, alimenta sedientas miradas de rencores, absurda felicidad de quien esconde palabras malditas sobresalientes de traiciones.

terça-feira, 12 de junho de 2012

A Árvore dos Desejos

         Esta é uma antiga parábola indiana de imenso significado. Sua mente é a "árvore-dos-desejos" - o que você pensa, mais cedo ou mais tarde, se realiza. Às vezes o intervalo é tão grande que você se esquece completamente que, de alguma maneira, "desejou" aquilo; então não faz a ligação com a fonte. Mas se olhar profundamente, perceberá que todos os seus pensamentos, como medos/receios, estão criando você e sua vida. Eles criam seu inferno ou criam seu paraíso. Criam seu tormento ou criam sua alegria. Eles criam o negativo ou criam o positivo... Todos aqui são mágicos. E todos estão fiando e tecendo um mundo mágico ao seu redor... E aí são apanhados. A própria aranha é apanhada em sua própria teia.

"Um ser humano estava viajando e, acidentalmente, entrou no paraíso. No conceito indiano de paraíso existem árvores-dos-desejos. Você simplesmente senta debaixo delas, deseja qualquer coisa e imediatamente seu desejo é realizado - não há intervalo entre o desejo e sua realização.Estava cansado, e pegou no sono sob a árvore-dos-desejos. Quando despertou, estava com muita fome, então disse: "Estou com tanta fome, desejaria poder conseguir alguma comida de algum lugar". E imediatamente apareceu comida vinda do nada - simplesmente uma deliciosa comida flutuando no ar. Ele estava tão faminto que não prestou atenção de onde a comida viera - quando se está com fome, não se é filósofo.
Começou a comer imediatamente, a comida era tão deliciosa... Depois, a fome tendo desaparecido, olhou à sua volta. Agora estava satisfeito! Outro pensamento surgiu em sua mente: "Se ao menos pudesse conseguir algo para beber..." E como não há proibições no paraíso, imediatamente apareceu um excelente vinho. Bebendo o vinho relaxadamente na brisa fresca do paraíso, sob a sombra da árvore, começou a pensar: "O que está acontecendo? O que está havendo? Estou sonhando ou existem espíritos ao redor que estão fazendo truques comigo?"... E espíritos apareceram. E eram ferozes, horríveis, nauseantes. Ele começou a tremer e um pensamento surgiu em sua mente: "Agora vou ser assassinado, com certeza...!!" E ELE 
 FOI ASSASSINADO."
  
Ninguém o está torturando... A não ser você mesmo. E uma vez que isso seja compreendido, mudanças começam a acontecer. Então você pode dar a volta, pode mudar seu inferno em paraíso; É simplesmente uma questão de pintá-lo a partir de um ângulo diferente... A responsabilidade é toda sua. Toda nossa.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Homem/Cão uma relação com mais de 12 mil anos

Fido percorreu mais de 1.500 quilómetros a pé para encontrar a família. Quando Lise Deremier e o marido, Jose Redondo, se mudaram da Bélgica para Espanha, deixaram o pastor-alemão num canil em Bruxelas. Aí, foi-lhes garantido que encontrariam uma nova casa para Fido em pouco tempo. O casal despediu-se do animal de estimação, pensando que era a última vez que o via. Mas dois anos depois o cão apareceu-lhes à porta do prédio onde viviam, na cidade de Girona. Entre 1991 e 1993, atravessou grande parte da Europa para voltar para os donos, que nunca compreenderam como Fido os conseguiu encontrar. Acabaram por ficar com ele até morrer.

A ciência explica uma relação com mais de 12 mil anos
Cães: Novos estudos revelam como eles pensam e porque nos adoram
 

Também de ti eu tenho muitas saudades, minha pequerrucha.