"SEI QUE NADA SEI, NO ENTANTO SEI, QUE ENQUANTO VIVER COMBATEREI COM TUDO O
QUE ESTIVER AO MEU ALCANCE, TODOS OS QUE COMETEM ALIENAÇÃO PARENTAL"

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Que Descanse em Paz


Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida...

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:

"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava a sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório no Salão de Festas".

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando as suas vidas e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na entrada para o Salão de Festas era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:

- Quem será que estava atrapalhando o nosso progresso ?
- Ainda bem que esse infeliz morreu !

Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecerem o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a vida de cada um deles.

A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?

No visor do caixão havia um espelho e cada um se via a si mesmo... Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU  NAMORADO  MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É A ÚNICA RESPONSÁVEL POR ELA."

O mundo é como um espelho que devolve cada pessoa no reflexo de seus próprios pensamentos e seus actos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Haja O Que Houver


...e enquanto me apunhalavas pelas costas enviavas-me como mensagem esta música:
-    
...claro que te apercebeste de que não acreditei em ti. Será que alguma vez acreditei?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Se Eu Morrer Novo




Se eu morrer novo,
sem poder publicar livro nenhum
Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa,
Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,
Que não se ralem.
Se assim aconteceu, assim está certo.

Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir.

Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.

Não desejei senão estar ao sol ou à chuva -
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo
(E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.

Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela unica grande razão -
Porque não tinha que ser.

Consolei-me voltando ao sol e a chuva,
E sentando-me outra vez a porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraido.

Alberto Caeiro,  in "Poemas Inconjuntos" 
Heterónimo de Fernando Pessoa

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Vende-se...

"... argumento da história da minha vida, só não sei como o classificar. Será drama, ficção ou comédia?"
(Parte de uma frase publicada num site dito Social)
       
Creio que o conceito se iniciou no Brasil. Retenho na memória de que uma série, creio ser esse o nome, que passava em Portugal cujo episódio de cerca de uma hora tinha como opção dois ou três finais.
Claro que a coisa era comercial mas tinha o seu atractivo de através de um número de telefone o espectador  decidir de como acabaria a história entre duas ou três opções que lhe eram facultadas pela realização.
 Se inicialmente a história não passava de um drama o espectador poderia decidir tornar-se numa comédia tudo dependia da opção final.

       Como opção de vida, creio não estar longe da realidade e os brasileiros souberam tirar partido da coisa. A nossa vida ou pelo menos a maior parte dela dependerá de decisões por nós tomadas. Se optarmos por destruir nossos caminhos perante as primeiras dificuldades surgidas, é uma opção.
Se decidirmos destruir vidas terceiras só para nos safarmos, é outra opção.
Se para 'sermos' felizes na nossa vida destruímos outras felicidades, não deixa de ser outra opção e por aí fora.
Comédia? Drama? Ficção? Creio que essa definição só ocorrerá depois de assumirmos nossas decisões.
Chegados aí, muito dificilmente conseguimos uma definição. Raramente aceitamos nossas responsabilidades
e vai daí será muito mais fácil optarmos por responsabilizar-mos o parceiro do lado.
Claro que fica difícil definir o argumento da nossa vida, embora eu tenha uma opinião muito, digamos, ortodoxa.
      Se optarmos pensar com o Pénis ou a Vagina em lugar do cérebro, creio que a definição mais correta para definir o argumento será: "Porno-Chachada".