"SEI QUE NADA SEI, NO ENTANTO SEI, QUE ENQUANTO VIVER COMBATEREI COM TUDO O
QUE ESTIVER AO MEU ALCANCE, TODOS OS QUE COMETEM ALIENAÇÃO PARENTAL"

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A propósito do Amor... Sabemos amar?


Jupiter e June de Annibale Carracci
A  busca da unidade perdida, um sentimento de excitação ou paixão estética, é um motor que impulsiona o ser humano a buscar o que não tem. Amor e felicidade estão intimamente ligados.
O homem sempre se interessou pelo amor: o que significa; qual o seu alcance; qual é a sua profundidade; e, sobretudo, a sua relação com a felicidade. É como se o homem, ao encontrar o amor, encontrasse a felicidade.
Diziam os antigos filósofos que o homem busca o que não tem, e ama o que lhe falta; como se sente incompleto, tende para o que considera importante para sentir-se plenamente humano na sua totalidade.
O amor é uma profunda necessidade de união com o que nos falta. Embora o sentimento, por excelência, seja uma manifestação da carência dos homens.

Não se ama o que se tem, o que se tem está simplesmente com ou dentro de nós, como parte de nós mesmos.

Nós amamos o que nos completa, o que acrescenta a nós aquilo que não temos. Por isso, o ignorante ama a sabedoria e o sábio ama a ingenuidade da ignorância.

O amor não é essencialmente uma relação com uma pessoa específica, é uma atitude, uma orientação do carácter que determina o tipo de relação de uma pessoa com o mundo como um todo, não com um "objecto amoroso". Se uma pessoa ama outra pessoa somente, e é indiferente ao resto de seus semelhantes, o seu amor não é total, mas uma espécie de relação simbiótica ou um egoísmo ampliado. No entanto, a maioria das pessoas supõe que o amor é constituído pelo objecto, não pela faculdade. Crê que amar é fácil e o difícil é encontrar um objecto adequado para amar ou para ser amado por ele.
Pode-se comparar essa atitude com o homem que quer pintar, mas ao invés de aprender a arte, pensa que deve esperar o objecto adequado e que pintará maravilhosamente bem quando o encontrar.
A satisfação no amor individual não pode ser alcançada sem a capacidade de amor ao próximo, humildade, coragem, fé, disciplina... Numa cultura em que essas qualidades são raras, também deve ser rara a capacidade de amar.
Na verdade, para a maioria das pessoas, o problema do amor consiste essencialmente em ser amado e não em amar.
Amar é preocupar-se para que a outra pessoa cresça e desenvolva-se tal como é, não como se necessita que seja, como um objecto para o uso particular.
É uma arte e deve ser aprendida como a pintura, a música ou a literatura.

Pode ler o artigo completo em:  Nova Acrópole

1 comentário:

  1. "Amar é preocupar-se para que a outra pessoa cresça e desenvolva-se tal como é" ...que tarefa difícil, pois teimamos em buscar um pouco de nós em quem amamos, somos tentados pelo sentimento de posse,...amar, arte a se aprender, sim.
    Abraço,
    Vera Mosmann

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